“Frequentemente se atribui aos jesuítas quase toda a organização das reduções, mas os povos guarani tiveram papel decisivo na construção material e simbólica desses espaços. Eles não apenas executavam tarefas, mas reinterpretavam práticas religiosas, musicais e artísticas a partir de sua própria cosmologia. Esse diálogo — nem sempre harmonioso — revela que as Missões não foram um projeto unilateral, mas um processo de negociação cultural constante”, explica a docente da URI, Prof. Claudete Boff.

